Enquanto a pré-campanha esquenta no Distrito Federal, alianças improváveis e movimentos estratégicos começam a ganhar forma nos bastidores. De um lado, Celina Leão apresenta seu vice-governador, Gustavo Rocha, ex-ministro de Lula, numa tentativa de consolidar força no centro político. Do outro, o ex-governador José Roberto Arruda articula uma frente própria com o PL, trazendo nomes de peso para a disputa.
Arruda convidou o senador Izalci Lucas (PL-DF) para ser seu vice, movimento que reforça a tentativa de unir forças dentro da legenda. Além disso, prepara terreno para duas candidaturas estratégicas ao Senado: Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, que despontam como favoritas e devem ser eleitas senadoras. Como se não bastasse, Arruda ainda aposta na renovação, lançando o filho de Paulo Octávio para deputado federal.Na coordenação da campanha, surge Lucas Cantoiane, figura conhecida nos bastidores políticos de Brasília, com histórico de participação em diversas eleições vitoriosas. Sua missão será organizar e dar coesão a uma base fragmentada, que tenta resistir à pressão externa.
O movimento do PL, porém, não vem sem turbulências. A legenda tenta emplacar Gustavo Rocha como nome de consenso, mas a ideia não encontra apoio sólido, principalmente porque a direita raiz rejeita a aproximação com um ex-ministro ligado ao governo Lula.
De outro lado, o ex-governador Rodrigo Rollemberg tenta emplacar a senadora Leila do Vôlei como candidata, mas a estratégia não tem surtido efeito. Leila já ocupou o cargo de secretária de Esporte em seu governo, mas sua gestão é alvo de críticas. Hoje, o cenário traz à tona escândalos envolvendo Gisele e o ex-deputado Sardinha, ambos ligados a episódios de corrupção. Qualquer semelhança, fica a critério de cada um analisar.
A avaliação nos bastidores é de que Leila dificilmente será reeleita, pois, assim como Reguffe, que passou oito anos no Senado sem entregar resultados expressivos para o Distrito Federal, acabou perdendo força política e credibilidade junto ao eleitorado.
Nesse tabuleiro complexo, ainda entra em cena Reguffe, que deve disputar vaga de deputado federal sob a articulação de Arruda, ampliando a influência de seu grupo.
Nessa articulação, Arruda vai tentar eleger 15 nomes para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, com o objetivo de garantir liderança na Casa e aprovar todos os projetos voltados para construções e obras. A ideia é retomar aquilo que ele aprendeu com Joaquim Roriz e que foi interrompido pelas denúncias que o afastaram do poder.
Assim segue o tabuleiro. Novidades virão na próxima semana.

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