Onze citados no inquérito da Caixa de Pandora têm depoimentos marcados para hoje Um dos depoentes é o governador cassado José Roberto Arruda
Onze depoimentos de pessoas citadas no escândalo da Caixa de Pandora estão marcados para esta segunda-feira (29/3). A Polícia Federal não confirmou os horários de todas as oitivas, mas a maioria deve ocorrer na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Os únicos interrogatórios que tiveram hora divulgada são do ex-secretário de Comunicação do Governo do Distrito Federal, Weligton Moraes, e do governador cassado, José Roberto Arruda (sem partido). Até esta quinta-feira (1/4), os agentes irão interrogar 42 citados na investigação da suposta corrupção.
Onze depoimentos de pessoas citadas no escândalo da Caixa de Pandora estão marcados para esta segunda-feira (29/3). A Polícia Federal não confirmou os horários de todas as oitivas, mas a maioria deve ocorrer na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Os únicos interrogatórios que tiveram hora divulgada são do ex-secretário de Comunicação do Governo do Distrito Federal, Weligton Moraes, e do governador cassado, José Roberto Arruda (sem partido). Até esta quinta-feira (1/4), os agentes irão interrogar 42 citados na investigação da suposta corrupção.
O ex-governador Arruda teve a oitiva agendada para 14h. Apesar de poder permanecer calado durante o interrogatório, Arruda deve falar, já que há muito tempo pedia para ser ouvido no inquérito. Foi o que afirmou o advogado de defesa, Nélio Machado.
Já o depoimento de Weligton Moraes está marcado para 10h, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde o ex-secretário do GDF está preso há 44 dias. Por volta de 11h20, a PF ainda não havia confirmado detalhes do interrogatório. O ex-secretário de Comunicação do GDF e um dos acusados de intermediar a suposta tentativa de suborno ao jornalista Edson Sombra. Atuou no mesmo cargo na gestão de Joaquim Roriz e foi mantido no emprego por Arruda. Um dos amigos mais próximos de Durval Barbosa, delator do suposto esquema de corrupção no GDF, afastou-se do parceiro e manteve o apoio a Arruda.
Veja quem são os outros depoentes desta segunda
Omézio Pontes
Assessor de comunicação e “homem de confiança” do governador cassado, afastado do cargo também dia 27 de novembro de 2009, na primeira "leva" de exonerações de Arruda assim que estouraram as denúncias da Operação Caixa de Pandora. Aparece em pelo menos dois vídeos recebendo, segundo o depoimento de Barbosa, “mais de R$ 100 mil” da primeira vez e R$ 100 mil da segunda.
José Geraldo Maciel
Ex-chefe da Casa Civil, foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão expedidos pelo STJ na Operação Caixa de Pandora. Ele seria encarregado de, entre outras coisas, pagar aproximadamente R$ 400 mil mensais a deputados distritais da base aliada pelo apoio ao governo Arruda. Também foi exonerado em 27 de novembro.
Leonardo Prudente
Ex-presidente da Câmara Legislativa do DF, renunciou ao mandato dia 26 de fevereiro para escapar de ação por quebra de decoro parlamentar. O ex-distrital aparece em dois diferentes vídeos recebendo dinheiro. Em um deles, de 2006, é flagrado guardando “cerca de R$ 25 mil” em bolsos do paletó, da camisa e até na meia. De acordo com Barbosa, Prudente recebia R$ 50 mil mensais do esquema e mantinha parentes em cargos estratégicos que lhes permitiam desviar dinheiro de órgãos como o Detran-DF.
Marcelo Carvalho
Diretor do grupo empresarial Paulo Octávio. Segundo Barbosa, Carvalho foi diversas vezes ao seu escritório a fim de recolher o dinheiro arrecadado das empresas de informática, cujo percentual da equipe de Paulo Octávio era de 30%.
José Luiz Valente
Ex-secretário de Educação, é acusado de ter recebido R$ 60 mil da Info Educacional, empresa contratada para prestar serviços ao GDF. Foi exonerado do cargo em 27 de novembro pelo então governador Arruda.
José Abdon
Dono da AB Produções, empresa citada no inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusada de ser beneficiada do esquema de corrupção. Segundo as denúncias, a empresa cuidou da publicidade para o diretório do Democratas em Brasília e da campanha do governador José Roberto Arruda, em 2006. A empresa é acusada de ter recebido dinheiro desviado dos contratos de publicidade do GDF.
Gibrail Gebrim
Também acusado de receber repasse de dinheiro, deixou a chefia da Unidade de Administração-Geral da Secretaria de Educação após o escândalo político no DF. Ele foi protagonista de outro escândalo no DF. Em 2005, ainda durante o governo de Joaquim Roriz, Gebrim foi acusado de estar envolvido em irregularidades ligadas á compra de material pela Secretaria de Educação.
Alcir Collaço
Dono do jornal Tribuna do Brasil, foi flagrado em uma das gravações de Durval Barbosa guardando dinheiro na cueca. O vídeo mostra uma conversa entre Durval e Collaço emq ue eles falam sobre uma suposta operação envolvendo dinheiro e políticos.
Luiz França
Ex-diretor do Na Hora, que presta atendimento público à população, foi exonerado do cargo quando o governador interino do DF, Wilson Lima, assumiu o executivo local. Também aparece em vídeo recebendo de Durval dinheiro que seria fruto de propina de prestadoras de serviço ao governo. França foi presidente do PMN-DF, partido que apoiava o governo Arruda.
Já o depoimento de Weligton Moraes está marcado para 10h, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde o ex-secretário do GDF está preso há 44 dias. Por volta de 11h20, a PF ainda não havia confirmado detalhes do interrogatório. O ex-secretário de Comunicação do GDF e um dos acusados de intermediar a suposta tentativa de suborno ao jornalista Edson Sombra. Atuou no mesmo cargo na gestão de Joaquim Roriz e foi mantido no emprego por Arruda. Um dos amigos mais próximos de Durval Barbosa, delator do suposto esquema de corrupção no GDF, afastou-se do parceiro e manteve o apoio a Arruda.
Veja quem são os outros depoentes desta segunda
Omézio Pontes
Assessor de comunicação e “homem de confiança” do governador cassado, afastado do cargo também dia 27 de novembro de 2009, na primeira "leva" de exonerações de Arruda assim que estouraram as denúncias da Operação Caixa de Pandora. Aparece em pelo menos dois vídeos recebendo, segundo o depoimento de Barbosa, “mais de R$ 100 mil” da primeira vez e R$ 100 mil da segunda.
José Geraldo Maciel
Ex-chefe da Casa Civil, foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão expedidos pelo STJ na Operação Caixa de Pandora. Ele seria encarregado de, entre outras coisas, pagar aproximadamente R$ 400 mil mensais a deputados distritais da base aliada pelo apoio ao governo Arruda. Também foi exonerado em 27 de novembro.
Leonardo Prudente
Ex-presidente da Câmara Legislativa do DF, renunciou ao mandato dia 26 de fevereiro para escapar de ação por quebra de decoro parlamentar. O ex-distrital aparece em dois diferentes vídeos recebendo dinheiro. Em um deles, de 2006, é flagrado guardando “cerca de R$ 25 mil” em bolsos do paletó, da camisa e até na meia. De acordo com Barbosa, Prudente recebia R$ 50 mil mensais do esquema e mantinha parentes em cargos estratégicos que lhes permitiam desviar dinheiro de órgãos como o Detran-DF.
Marcelo Carvalho
Diretor do grupo empresarial Paulo Octávio. Segundo Barbosa, Carvalho foi diversas vezes ao seu escritório a fim de recolher o dinheiro arrecadado das empresas de informática, cujo percentual da equipe de Paulo Octávio era de 30%.
José Luiz Valente
Ex-secretário de Educação, é acusado de ter recebido R$ 60 mil da Info Educacional, empresa contratada para prestar serviços ao GDF. Foi exonerado do cargo em 27 de novembro pelo então governador Arruda.
José Abdon
Dono da AB Produções, empresa citada no inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusada de ser beneficiada do esquema de corrupção. Segundo as denúncias, a empresa cuidou da publicidade para o diretório do Democratas em Brasília e da campanha do governador José Roberto Arruda, em 2006. A empresa é acusada de ter recebido dinheiro desviado dos contratos de publicidade do GDF.
Gibrail Gebrim
Também acusado de receber repasse de dinheiro, deixou a chefia da Unidade de Administração-Geral da Secretaria de Educação após o escândalo político no DF. Ele foi protagonista de outro escândalo no DF. Em 2005, ainda durante o governo de Joaquim Roriz, Gebrim foi acusado de estar envolvido em irregularidades ligadas á compra de material pela Secretaria de Educação.
Alcir Collaço
Dono do jornal Tribuna do Brasil, foi flagrado em uma das gravações de Durval Barbosa guardando dinheiro na cueca. O vídeo mostra uma conversa entre Durval e Collaço emq ue eles falam sobre uma suposta operação envolvendo dinheiro e políticos.
Luiz França
Ex-diretor do Na Hora, que presta atendimento público à população, foi exonerado do cargo quando o governador interino do DF, Wilson Lima, assumiu o executivo local. Também aparece em vídeo recebendo de Durval dinheiro que seria fruto de propina de prestadoras de serviço ao governo. França foi presidente do PMN-DF, partido que apoiava o governo Arruda.
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